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Este artigo é mero esboço e visa promover a discussão a cerca de como e onde serão travadas as lutas sociais no futuro,

 O ideal social mais elementar da relação homem e a terra estão engavetados no Congresso. E isto não vem deste governo, vem do anterior e do antes dele, e se estende pela história sem perspectiva de solução. Mas se engana quem acredita que não haja espaço para esta discussão em nosso meio. Isto porque já na Constituição de 1988 a propriedade recebeu um valoroso significado, o “valor social”.

Como visto em trecho de entrevista anexado a baixo, existe ainda o animo bruto da ação militante que denuncia e provoca as injustiças, do sacrifício dos mártires, e pergunto eu, isto funciona?

Não acredito que isto funcione no Brasil. Na França onde a morte de um adolescente negro justifica incendiar carros (2003), ou o aumento de dois anos na idade para aposentar paralisa o país (2010), uma ação de luta social com desgaste humano possivelmente seja valorizada,

Num lugar chamado Brasil, ocorre bem diferente,

Naturalmente, tudo que envolva seres humanos está sujeito a corrupção, porém não podemos partir do especifico para o geral, ao risco de cometermos sérias injustiças.

No Brasil as associações como  Casa de Mães Solteiras, foram taxadas como “casa de putas”, e o MST como um monstro que visa destruir o direito divino dos que Deus concebeu a luxuria e a soberba; os comunistas comem criancinhas, e os banqueiros,

POBRE VÍTIMAS,...

O Governo faz o que pode, sendo assim, hoje um assalariado que por ventura estourar seu limite em R$ 10 terá que pagar uma multa que vai de R$ 22 até R$ 69, já que o BACEN protege os pobres banqueiros do que ele descreve em Resolução como “risco de crédito”,  Não falemos do juro do cheque especial, este assunto dói muito,

 Anexo a baixo a resposta dada ao Jornal Sem Terra, Número:  306, Set, 2010, reporter Mayrá Lima, a pergunta feita a José Batista de Oliveira, integrante da coordenação nacional do MST, sobre a questão: O que esperar do próximo presidente da República?

A resposta foi a seguinte:  “Independente das eleições, precisamos fortalecer o trabalho organizativo e investir na formação dos trabalhadores e trabalhadoras. Por mais que haja diálogo com instituições de governo, somente com a luta vamos obter as conquistas necessárias. Nossa prioridade é a massificação da luta para que aumentemos a pressão social e passemos a estabelecer uma relação de negociação que garanta o atendimento da nossa pauta e a autonomia do Movimento’.

 José, muda o passo, encontre no legislativo (nós votamos) e no judiciário (nós estudamos) caminhos para a reforma, pois o povo já sofreu 500 anos e não conseguiu vencer a máquina. A força da juventude, MST segue caminhos melhores, mas ainda peca em refazer antigos caminhos. 

 

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