Instagram

Ajude-nos

Você sabia que qualquer pessoa pode publicar neste site, mas que todo custo é pago apenas pelo editor?
Se deseja ajudar este projeto, pode fazer doações de qualquer valor, mesmo poucos centavos, por meio de depósito em poupança da Caixa Econômica Federal. Anote ai!

Banco: Caixa Economica Federal [104]
Favorecido: Silvio de Souza L Júnior.
Agência: 1340
Operação: 013
Conta Poupança: 809559-4

Rua 44 Anunciar 600x300
Estrela inativaEstrela inativaEstrela inativaEstrela inativaEstrela inativa
 
Enquanto caminhava até a saleta onde aconteceria à primeira entrevista depois de longo período de reclusão, João o criminoso, pensou em tudo; como deveria falar, palavra por palavra. Não precisou sentar, e contou para o entrevistador todos os sonhos que pretendia realizar tão logo ganhasse a liberdade. Casa, família, juízo! Coisas nobres que dizia por não entender, que ali pagava pelo passado, e que seus planos para o futuro não o salvariam do penoso presente. E o entrevistador cansado de tanta reincidência, já sabia quando viu João, que este ouviria um ‘não’. Não bastou o desprezo.
O entrevistador levantou a mão e censurou João, que com sinceridade e dor, gritou: “estou arrependido”. Mas não sabia ele que o arrependimento que sentia, na verdade fazia parte do seu castigo assim como a prisão. E o criminoso que já amargava todas estas penas, somou ai mais o desprezo e a opressão. Agora proibido de sonhar, João foi pra sua cela a pensar. Sentia dor e ódio. Amargou mais dias seguidos de dia, até que o colocaram de novo em frente ao entrevistador. Ficou calado!

E o entrevistador perguntou se este não sabia o que falar. Não sabia o entrevistador que “o não saber” de João era hoje seu maior castigo. E vendo o olhar triste de João, achou melhor não censurá-lo, balançou negativamente a cabeça e saiu deixando João amargando um segundo não. João ficava calado, pois entendia que só poderia mostrar sua recuperação estando fora da prisão. Passado outro período, João é chamado pra entrevista. Mas cansado de tanta desilusão, deu um soco no penitenciário seu amigo, e mesmo a desgosto de todos foi levado pra solitária. Não sabia João, que agora o entrevistador sabia que ele se arrependia, e decidia libertá-lo então. Moral Muitas vezes nós somamos desprezo e censura ao castigo de alguém, e levamo-la a pagar um castigo muitas vezes maior do que o merecido por seu erro. (Tornamos nos carrascos do homem).

Sílvio de Souza Lôbo Júnior