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A decisão de uma juíza da 1ª Vara da Família e Sucessões excluiu Suzane Von Richthofen, condenada em 2006 pelo assassinato dos pais Marísia e Manfred von Richtofen, do recebimento da herança deixada pelo casal. A ação foi movida pelo irmão de Suzane, Andreas von Richthofen. O resultado foi publicado no Diário Oficial desta terça-feira (8). Ainda cabe recurso a instâncias superiores (G1).

Indignidade é uma pena civil, que priva do direito à herança não só o herdeiro, bem como o legatário que cometeu os atos reprováveis, taxativamente enumerados em lei contra a vida, a honra e a liberdade do de cujus; a indignidade não opera ipso iure, mas é pronunciada por sentença proferida em ação ordinária, movida contra o herdeiro por quem tenha legítimo interesse na sucessão.(centraljuridica.com)


Você lembra?

31 de outubro de 2002
O engenheiro Manfred von Richthofen e sua mulher, a psiquiatra Marísia, são assasinados a pauladas enquanto dormem em sua mansão em São Paulo
 
1º de novembro de 2002
Suzane von Richthofen e seu namorado, Daniel Cravinhos, acompanham o enterro dos pais da jovem. Suzane chora muito
 
5 de novembro de 2002
A polícia procura pistas do assassinato na casa da família. Suzane acompanha
 
7 de novembro de 2002
Suzane confessa o envolvimento no assassinato dos pais
 
8 de novembro de 2002
A compra de uma moto com dólares levou a Polícia a desconfiar da participação de Daniel e Christian Cravinhos. Os dois são presos
 
13 de novembro de 2002
O MP indicia Suzane e os irmãos Cravinhos por duplo homicídio triplamente qualificado: motivo torpe, meios cruéis e impossibilidade
de defesa
             

9 de novembro de 2005
Os irmãos Cravinhos também são libertados para aguardar julgamento
 
23 de janeiro de 2006
Os irmãos Cravinhos voltam para a prisão, por decisão da Justiça, após entrevista à Jovem Pan. Na ocasião, os acusados afirmaram que Suzane era estuprada pelo pai desde os 13 anos de idade e que planejava matar Manfred e Marísia com uma arma
 
5 de fevereiro de 2006
O programa Domingo Espetacular, da Record, localiza Suzane passando férias em Ubatuba. As imagens mostraram a jovem com os cabelos mais curtos, acompanhada do advogado Denivaldo Barni
 
9 de abril de 2006
Em entrevista para o programa Fantástico, Suzane é orientada pelos advogados a chorar diante das câmeras. Ela diz que não lembra do dia do crime, pois “estava sob efeito de drogas”
 
10 de abril de 2006
Suzane tem prisão decretada pela Justiça e se entrega à polícia. O promotor do caso, Roberto Tardelli, alega que sua permanência em liberdade colocaria em risco a vida do irmão, Andreas von Richthofen
 
03 de maio de 2006
Miguel Abdalla, tio de Suzane von Richthofen, decide entrar na Justiça contra sua sobrinha. A briga pela herança entre Suzane e o irmão, Andreas, e a reportagem veiculada pela Rede Globo mostrando a jovem e seus advogados tentando fazer uma encenação diante das câmeras motivaram Abdalla.
 
26 de maio de 2006
O ministro Nilson Naves, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), concede habeas-corpus em favor de Suzane von Richthofen, e assegurara a ela o benefício da prisão domiciliar. Naves afirma que o decreto de prisão preventiva de 10 de abril carece de "efetiva fundamentação".
 
29 de maio de 2006
Suzane von Richthofen, 22 anos, deixa o Centro de Ressocialização de Rio Claro, no interior paulista. Ela aguarda o julgamento em prisão domiciliar. Suzane deixou o local sob os gritos de "assassina" e foi muito vaiada por manifestantes.
    
 
31 de maio de 2006
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) nega a extensão do benefício de prisão domiciliar para os irmãos Cristian e Daniel Cravinhos, assim como Suzane von Richtofen conseguiu.
 
5 de junho de 2006
O Tribunal de Justiça de São Paulo não consegue realizar o julgamento de Suzane e Daniel e Christian Cravinhos na data marcada. O advogado dos irmãos, Geraldo Jabour, não comparece alegando que a defesa foi impedida de entrar em contato com os clientes em penitenciária. Os advogados de Suzane comparecem, mas deixam o plenário após o juiz não concordar com adiamento devido à ausência de testemunha. O julgamento dos três é adiado para o dia 17 de julho.
 
29 de junho de 2006
A Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou habeas-corpus à defesa de Suzane e cassou a liminar que permitia que ela ficasse em prisão domiciliar. Suzane voltou ao Centro de Ressocialização de Rio Claro, no interior paulista.
 
segunda-feira, 17 de julho de 2006
Início do novo julgamento

     
     
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sábado, 22 de julho de 2006

Sentenças proferidas,
Suzane Louise Von Richthofen, 39 anos de reclusão
Daniel Cravinhos, 39 anos de reclusão
Cristian Cravinhos, 39 anos de reclusão
 
Suzane Louise Von Richthofen é paulista, seu núcleo famíliar formava-se pelo pai de origem alemã, Manfred Albert freiherr von Richthofen, engenheiro, sua mãe Marísia von Richthofen, psiquiatra e seu irmão de Andreas Albert von Richthofen, estudante.
 
Suzane foi a mentora e do assassinato dos pais, com o objetivo de receber a herança. O crime foi consumado, com a ajuda do namorado, Daniel Cravinhos, e o irmão dele, Cristian Cravinhos.

Fontes: Cronograma do crime antes do julgamento, Terra Notícias; Imagem dos três presos, Rogerio Cassimiro, Folha; enterro, autor desconhecido; Suzane Indigna, G1.
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