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Quem nunca levou um fora na vida? Um toco? Uma laminada no abdômen? E, ainda assim, continuou insistindo em conquistar a outra pessoa, mesmo que todas os sinais recebidos deixassem bem claro: "não, meu amigo, você não vai conseguir nada"?



Isso é normal e saudável, até certo ponto. Mas é quebrando o cu na pedra que se aprende a deixar de ser mané, certo? Nem sempre.

Há situações pelas quais todos nós já passamos um dia em que tomar um fora, um chega para lá e insistir no erro é apenas o primeiro passo de um longo e tenebroso processo de auto-destruição. É quando viramos "repolhos". Mas, felizmente, tem o outro lado da moeda :) quando estamos por cima, criamos "repolhos". Somos os "regadores". Não entendeu? Fácil explicar.

Em qualquer relação amorosa desequilibrada, a gente tem repolhos e é repolhado.

O repolho é aquela pessoa que se pegou contigo algumas vezes e, coitada, caiu na besteira de gostar mais de você do que você dele(a).O problema é que você vai dando uns amassos na pessoa, evolui um pouco o nível de sacanagem, a pegação esquenta e, de repente, você se dá conta de que, apesar de estar na maior curtição, tem um ser humano ali do outro lado, com sentimentos, emoções, e, que se fudeu está perdidamente apaixonado(a) por você. E é aí que mora o perigo. O seu "repolho(a)" (como o vegetal real) não vai crescer nunca, mas é bom pro seu ego que ele fique ali, sempre à postos. É aí que o pobre do repolho se fode. O repolho tem duas características bem típicas:

1) Está sempre disponível para quando e onde o repolhador, o cara "mau", quiser. Tipo assim, você liga bêbado às 2h da manhã de uma sexta pro celular do simpático vegetal folhoso e pergunta: "Tava dormindo ou tá fazendo alguma coisa? Vem aqui pra casa para a gente ver um filme e comer uma pizza?". O repolho não titubeia e, esquecendo-se do mundo que o cerca, responde ainda bocejando: "Tava dormindo não, alias, tava mesmo querendo sair. Já já to ai!". E aí, o repolho fode a noite inteira e acorda com uma sensação de ressaca moral no outro dia. Se sente um(a) merda, usado, manipulado. Mas nada disso faz diferença. A essa altura do campeonato, o pobre já está coberto de folhas até o pescoço. Não conseguirá tão cedo sair de tal condição. Uma semana depois, o repolho vai estar fazendo a mesma coisa, cometendo os mesmos erros. Sempre a postos!!!

2) O repolho mantém uma ilusão de que vá um dia ser içado à condição de prato principal na refeição do regador. Isso é fato. É uma situação patética, porque o repolho não se esquece de que, assim que começar a ganhar vida, o "repolhador" vai parar de regá-lo e o jogará para escanteio. E essa esperança mínima, contudo, é a força-motriz que coloca o pobre repolhinho de volta ao item 1: ele está sempre disponível.

O pior de tudo isso é que, mesmo sabendo desse triste fim dos repolhinhos, todos nós incorremos ou incorreremos no erro de repolhar e ser repolhado muitas vezes na vida. Resta saber acabar com a história antes de apodrecer. E procurar outra horta pra morar.

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