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Os curiosos da aviação tem me perguntado se esqueci do [[Air France 447]]. A resposta é, 'não'. O que acontece é que desde setembro de 2011 quando a [[BEA]] apresentou a criação do Grupo de Trabalho denominado Human Factors, [fatores humanos], cujo objetivo é compreender quais ações foram decisivas para o trágico final, parece que mais uma vez, a culpa será colocada nos pilotos e copilos. (Uso a expressão 'colocada' de forma proposital, e me explico abaixo)

A mera organização do grupo, com esta denominação, é por si só, a afirmação de que a BEA aponta 'erros humanos' como pontos determinantes para o acidente,

silviolobo não concorda com isto,

É fato, que o acidente ocorreu muito rápido, são 4 (quatro minutos) que marcam  o início da crise ao momento do impacto com o mar. No primeiro dos quatro minutos, temos o sinal CTL RUD TRV LIM FAULT, muito diferente do que mostra algumas fontes especulativas como a Wikipédia, e jornais sensacionalistas, isto não significa que o leme quebrou, mas que a função automática que limita o movimento do leme falhou.

Qual é a consequência da falha no mecanismo que limita o movimento do leme?

Nós amigos do bom Simulador e Vôo sabemos que existem limites para operação de uma avião comercial. Muito diferente do que o cinema demonstra, não é possível fazer manobras muito bruscas com uma avião deste porte, em velocidades extremas (como a velocidade de cruzeiro).

Em alta velocidade os movimentos do leme, flaps, reversos ou qualquer componente do avião que provoque resistência devem ser feitos  com o máximo de zelo possível. Um movimento brusco pode causar alto stresse e a 'quebra' da aeronave (crash plane).

 

Uma boa explicação tirada da Revista Super Interssante: "Se o piloto fizer certas manobras, gera forças gravitacionais muito fortes - e a fuselagem arrebenta. Foi o que aconteceu em 2001, com um Airbus A300 da American Airlines que decolou de Nova York. O piloto pegou turbulência, se assustou e tentou estabilizar a aeronave com movimentos normais, porém bruscos. O rabo do avião quebrou e o A300 caiu, matando 260 pessoas. Pode parecer um caso extremo, mas a resistência dos aviões à força G é uma preocupação central da indústria aeronáutica. Os jatos modernos têm sistemas que avisam quando estão voando com ângulo, velocidade ou trajetórias que possam colocar em risco a integridade da fuselagem. E a Boeing adiou o lançamento de seu novo avião, o 787, para alterar o projeto dele (simulações indicaram que, durante o voo, as asas poderiam sofrer forças G altas demais)" link.

  Mas seria mesmo culpa do piloto?

Fiz uma pesquisa na CBC (Companhia Brasileira de Cartuchos) com o objetivo de saber qual é a velocidade de um revólver,

Um projétil .38 SPL CHOG, famoso 'treizoitão' 'Tradicional para uso policial.' alcança a velocidade de 229 m/s (824.4 km/h)

A BEA iniciou o projeto «Fatores Humanos» (Human Factors), que consiste num grupo de trabalho cuja criação foi anunciada no momento da publicação do terceiro relatório intercalar sobre a investigação sobre o acidente do voo Rio-Paris em 01 de junho de 2009.

 O objetivo deste grupo de trabalho era analisar todos os aspectos ligados à realização do voo:

 - Ações da tripulação e reações durante os últimos três fases do vôo descrito no terceiro relatório intercalar, em particular em relação ao aviso de perda;

- Ergonomia da cabina do piloto;
- Interfaces homem-máquina.

 Este grupo de trabalho é composto por sete especialistas:

 - Três investigadores do BEA especializados em fatores humanos;

- Um psiquiatra especializado em análise de risco;
- Um consultor de aviação fatores humanos;
- Um tipo de piloto-rated A330;
- Um piloto de testes A330.

 O BEA poderá recorrer a outros especialistas ao longo do tempo e vai consultar Airbus e Air France, quando necessário.

 O trabalho do grupo começou os trabalhos, e prometia terminar os trabalhos até o final de dezembro de 2011. Seu entendimento levaria em conta as contribuições de ambas as «operações» e a «sistemas do avião».

 Todo o trabalho realizado será incluído no Relatório Final, que irá estabelecer as causas do acidente, cuja publicação está prevista para o primeiro semestre de 2012.

 

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