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Não vou me referir a concepção espiritual, mas sobre os efeitos práticos e empíricos desse famado chá do Santo Daime.

Não são poucas as tragédias que ocorrem relacionando pessoas com sérios distúrbios psiquiátricos e o uso deste alucinógeno.

Parece evidente que o cidadão que faz uso desse psicotrópico, de fato não precisa demaconha para ficar "doidão".

 Eu nem dou muito moral a histórias que tomaram os grandes jornais, como o exemplo clássico de Eduardo Sundfeld Nunes, o Cadu, que em 2010 assassinou brutalmente o cartunista Glauco Vilas Boas e o filho dele, Raoni Vilas Boas.

Prefiro me reter as tragédias humanas, como a desarmonia causada nas relações familiares e fratermais oriundas da busca desesperada por verdades radicais.

Retenho aqui, mais exatamente ao caso do desaparecimento de Deise Faria Ferreira, que supostamente depois de um dia de confraternização saiu vagando a esmo e em seguida desapareceu como por mágica.

Conheço aquela região de Nerópolis-GO, até gostaria que alguém pudesse mandar com exatidão o local desta chácara onde aconteceu o encontro.

Mas pelo que eu já li pela mídia, em especial o que conta os integrantes da seita. A Sra. Deise já no momento de ir embora, pediu que a ajudasse a tirar o carro da chácara, mas quando um participante da seita manobrava o veículo, ela não quis esperar e saiu.

Agora alegam que tudo aconteceu fora da chácara, mesmo estando o veículo ainda lá.

Não estou acusando. Eu não vi qualquer elemento que aponte para um crime. Só entendo que a alegação de que os fatos que tiveram como consequência o desaparecimento ocorreram fora da chácara, não se sustentam.

Aconteceu algo ali, e todos que lá estavam são suspeitos, embora seja ilegal e imoral afirmar que alguém ali queria este triste desleixo.

É provável que ela tenha sentido mal, pediu para alguém levá-la em seu carro até sua casa, e que neste momento, entre a entrega das chaves e a partida da ignição do veículo, ela tivesse tomado uns rumo incerto.

Concluímos então que ela estava dentro da chácara a última vez que foi vista. E que, ao entregar as chaves para alguém, estava explícito que não estava em condições de dirigir.

 A região tem uma concentração de chácaras usadas para o lazer. Há dois caminhos bem definidos. Um segue para Goiânia, outro para Nerópolis. E se ela não foi encontrada em alguma dessas direções, como participantes dos rituais contam, restou o fundo do Ribeirão João Leite.

Ficaria muito feliz se recebesse mais informações dos amigos da senhora desaparecia e profissionais do caso.

(Sílvio Lôbo do celular)